NinaEmMim

22/08/2009

ENGRAÇADAS FALTAS DE EDUCAÇÃO

Ô minha gente, vamos combinar: Tem cada falta de educação que é muito engraçada. A gente prende a risada na hora pra não "dar ousadia", mas no fundo, a gente se lasca de rir. Em homenagem à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) pela qual venho alimentando uma imensa antipatia, vamos utilizar a sigla EFE para designar o termo: "Engraçadas Faltas de Educação".

EFE 1, tema: A GULA

Enquanto observava uma das avós comendo suas jujubas e buscando defender o montante que ainda restava, disparou: "Vovó, sabia que velhinhas não podem se entupir de doce?"

EFE 2 , tema:  PREGUIÇA

Depois do Parabéns, o primeiro pedaço vai para a melhor amiga, Sofia. A outra avó retruca de lá: "Ô Nina! Poxa!E o pedaço de vovó?". Sem pestanejar, coloca a mão na cintura e responde: "Acabou, minha avó. Se quiser vem aqui e corta sozinha o seu pedaço!"

EFE 3, tema: O PRECOCE FIM DO CONTO DE FADAS

Depois de receber a visita de tia Laura, observa por horas as tatuagens dela em companhia de Sofia. Depois resolvem pegar canetas e "tatuar" uma boneca. Depois de devidamente riscada, a boneca estava pronta com tiara na cabeça. Uma das minhas amigas pergunta: "Ô Nina, que linda esta boneca! É uma princesa?". Imediatamente Nina responde: "Não, é uma menina e vai numa balada."

EFE 4, tema: CONSCIÊNCIA NEM UM POUCO PESADA

Depois a recusar-se a brincar com a avó, a pobre senhora desabafa: "Pois eu vou embora pra minha casa muito chateada". E Nina continua:"Eu não. Eu vou chegar em casa, ligar minha televisãozinha, assistir algum desenho da discovery kids e não vou pensar em nada"

EFE 5, tema: PAI Vs MÃE

O papai ensinando os singelos versinhos: "sou pequenininha do tamanho de um botão. Carrego papai no bolso...". Antes que ele pudesse completar a frase, ela continua: "e a mamãe, que é a mais querida, carrego no coração!"

Totalmente politicamente incorreto achar engraçado (e o pior, escrever) isso aqui, mas com vocês pode, né?


Escrito por Luciana às 20h47
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07/07/2009

brincando de completar

Tive que responder a seguinte pergunta: "Mãe, toda mulher tem que saber fazer bolo, né?". Na hora eu respondi: "Não, só as que estão a fim". Mas juro que pensei em váááááárias alternativas (vejam abaixo):

a)  É, porque se tudo der errado na sua carreira você vira doceira.

b) Não, toda mulher tem que ter uma boa empregada que faça bolo.

c) Não, toda mulher tem que saber fazer uma p* de uma dissertação de mestrado, trabalhar pra c*, fazer mercado, se informar sobre o mundo, criar os fiilhos, miliatar por alguma causa e ainda por cima fazer dieta, fazer a unha, algum exercício pra não ficar caidona e fazer mais um monte de coisas bem mais legais, tipo: sexo, sair com as amigas, tomar um sol, ler poesia, encher a cara de vez em quando e...fazer um bolinho de chocolate dia de domingo...

e vocês, o que responderiam???


Escrito por Luciana às 22h19
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Criança também medita?


Escrito por Luciana às 21h15
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jogo da verdade

Hoje eu não quero ser bruxa nem rainha.

Também não quero revirar o baú de brinquedos.

Não estou a fim de ler nenhuma página de historinha.

Nem filme, nem mímica, nem pintura à dedo.

Não me chame pra ser monstro nem o fantasma.

Brincar de sério? Pode ser. Eu fico aqui com essa cara mesmo e ganho.

Fazer comidinha com espuma de shampoo, nem pensar!

Rolar na cama, dançar de Odalisca, está proibido.

Brincar de estátua é uma boa.

Veja só: está chovendo e com chuva não tem praia nem parque!

O cinema deve estar lotado e hoje eu não tô pra fila.

Quebra-cabeça nem pensar, a minha já está toda embaralhada!

Senta aqui e vê se me entende um pouco.

Mãe que é mãe fala a verdade: é melhor do que ser mãe que brinca sem graça.

 


Escrito por Luciana às 21h02
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Alfabetização (Parte III, narcisismo)

No meio do trânsito avista uma placa com palavras onde aparece a letra “n”.

- Mãe, olha lá a minha letra.

- É mesmo, é a letra “ene”.

- Não mãe, é a letra “NI” de Nina!

Alguns minutos depois...

- Ih, mãe! Olha lá de novo a letra “NI” naquela placa!

- É mesmo, é porque muitas palavras se escrevem com a letra “ene” de Nina.

- Não, mãe... É porque meu nome está escrito em muitos lugares, na rua toda, entendeu?

- Entendi.

 


Escrito por Luciana às 20h53
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Alfabetização (Parte II, na África)

Um comentário compenetrado com a melhor amiga:

- A minha mãe falou que eu só vou aprender a ler quando eu for pra África.

- Ahnn...África?

- É, África: a sala de professora Kátia onde as crianças de seis anos aprendem a ler.


Escrito por Luciana às 20h53
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Alfabetização

- Mãe, você finge que eu sei ler e aí eu acerto tudo que está escrito nas letras.

- Tá bom.

(lê, lê, lê, lê...)

- Acertei tudo, né mãe?

- Foi acertou!

- Para de mentir, mãe! Poxa, quando é que eu vou adivinhar tudo que está escrito nas letras? (muito irritada)

Pensei: “pra quê? Pra quê? Adivinhar deve ser bem melhor!”

Respondi: “Quando você for para Alfa”


Escrito por Luciana às 20h53
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28/05/2009

Para falar sobre ser mãe

Elisa Lucinda é uma poeta que sempre renova os armários da minha mente. Fala sem manha, sem pieguices e com ousadia sobre aquelas pequenas coisas do cotidiano. Ela fala do jeito que eu às vezes penso e por isso, suas palavras me caem bem. Este texto aí embaixo é uma bela constatação-poema sobre a maternidade.

Recomendo o site: www.escolalucinda.com.br

De Elisa Lucinda
Chupetas Punhetas Guitarras

Choram meus filhos pela casa
fraldas colos fanfarras
Meus filhos choram querendo talvez meu peito
ou talvez o mesmo único leito que reservei pra mim
Assim aprendi a doar
com o pranto deles
Na marra aprendi a dar mundo a quem do mundo é
A quem ao mundo pertence e de quem sou mera babá
Um dia serei irremediavelmente defasada, demodê
Meus filhos berram meu nome função
querendo pão, ternura, verdade e ainda possibilidade de ilusão
Meus filhos cometem travessuras sábias
no tapa bumerangue da malcriação
Eu que por eles explodi buceta afora afeto adentro
ingiro sozinha o ouro excremento desta generosidade
Aprendo que não valho nada em mim
Que criar pessoa é criar futuro
não há portanto recompensa, indenização
mesquinhas voltas, efêmeros trocos.
Choram pela casa e eu ouço sem ouvidos
porque meus sentidos vivem agora sob a égide da alma

Chupetas punhetas guitarras
meus filhos babam conhecimentos da nova era
no chão de minha casa.
Essa deve ser minha felicidade.
Aprendo a dar meu eu, aquilo que não tem cópia
tampouco similar
E o tempo, esse cuidadoso alfaiate, não me conta nada
Assíduo guardador dos nossos melhores segredos
sabe o enredo da estória
Vai soprando tudo aos poucos e muito aos pouquinhos
Faz eu lembrar que meu pai também já foi pequenininho
Que só por ele ter podido ser meu ontem
Só por ele ter fodido com desesperado desejo minha mãe
um dia eu existi.

Choram meus filhos pela Nasa onde passeamos planetas e reveses
Eu escuto seus computadores, eu limpo suas fezes
faço compressas pra febre, afirmo que quero morrer antes deles
assino um documento onde aceito de bom grado
lhes ter sido a mala o malote a estrela guia
Um dia eles amarão com a mesma grandeza que eu
uma pessoa que não pode ser eu
Serão seus filhos suas mulheres seus homens
Eu serei aquela que receberá sua escassa visita
Não serei a preferida.

Serei a quem se agradece displicente
pelo adianto, pela carona
de poderem ter sido humanidade.
Choram meus filhos pela casa
Eu sou a recessiva bússola
a cegonha a garça
com um único presente na mão:
Saber que o amor só é amor quando é troca
E a troca só tem graça quando é de graça.

 


Escrito por Luciana às 19h25
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24/05/2009

Pelo direito a ser criança

 

Eu sempre me constrangi diante da TV ao assistir a pequena Maísa nestes programas de auditório. A única coisa que eu pensava é que eu jamais queria ver minha filha ali naquele lugar ridículo, sendo uma espécie de andróide "criança-mulher-macaco de auditório". Da mesma maneira que me constrange os pequenos malabaristas das sinaleiras que a gente finge que não vê toda vez que pára o carro. São crianças sendo servidas à sociedade do espetáculo, umas com Ibope e superprodução e outras à mercê da própria sorte sem o olhar de ninguém. Nos dois casos, ainda que haja uma diferença social abismal, são o fiel retrato do que fazemos com nossas crianças. É tão difícil proteger a infância seja pelo fetiche esquisito dos que amam Silvio Santos, seja pelos sucessivos e incompetentes governos que vão e vem, é sempre "a força da grana que ergue e destrói coisas belas". Em nome do pão ou do circo, arranca-se da infância qualquer coisa da pureza, qualquer coisa natural, qualquer coisa de se pendurar na árvore, catar formiga, fazer barquinho de papel. É bom deixar aceso em nós um fio de luz que deposite mais sensibilidade ao olhar pra infância. Falo daquele olhar que resgata em algum lugar a nossa criança colocando-a diante da outra e não daquele olhar de cima pra baixo, que olha pra quem não cresceu com certa desconfiança. É como diz docemente Manoel de Barros: "Porque se a gente fala a partir de ser criança, a gente faz comunhão: de um orvalho e sua aranha, de uma tarde e suas garças, de um pássaro e sua árvore. Então eu trago das minhas raízes crianceiras a visão comungante e oblíqua das coisas". Será que é tão difícil contactar as nossas raízes crianceiras pra olhar a infância com mais respeito? Deixo a angústia e também a pergunta neste domingo sem graça.

Parece que Malu Fontes conseguiu escrever tudo que eu pensava sobre a Maísa. Recomendo a leitura de seu texto no blog: http://literaturaclandestina.blogspot.com/2009/05/crianca-de-proveta-de-estudio.html


 


Escrito por Luciana às 17h22
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21/05/2009

“Vocês já repararam no olhar de uma criança que interroga? A vida, a irrequieta inteligência que ela tem? Pois bem, você lhe dá uma resposta instantânea, definitiva, única – e verá pelos olhos dela que baixou vários risquinhos na sua consideração!”

(Mário Quintana, em Para levar a infância a sério, retirado da dissertação de Ana, lógico.)

 

Pergunta de hoje: “Mãe, por que o mesmo dia chama “hoje”?”. Tenho sempre esta sensação de baixar vários risquinhos na consideração dela quando a minha criatividade é insuficiente para encontrar uma resposta à altura da inteligência da pergunta. Hoje é o mesmo dia, amanhã é quando a gente dorme e depois acorda e ontem é o hoje que se foi. O dia é um monte de instantes e se os percentuais de instantes felizes forem maiores que os ruins, então o dia foi bom. Amanhã ninguém sabe, por mais que planeje. Ontem já era, não dá pra mudar. E o agora é esse beijo na boca que vai ficar guardado no ontem pra repetir amanhã.

 

 


Escrito por Luciana às 19h05
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17/05/2009

DEUS E A PERINE

Um dia desses Nina viu a lua cheia e começou a tagarelar...que Deus morava dentro da lua, que a lua era a casa dele....que ele ficava lá de cima olhando todo mundo porque dentro da lua tinha vários "canos" de onde ele podia ver tudo que se passava com as pessoas. Ela disse ainda que Deus ficava lá dentro tomando cafezinho, comendo biscoito e olhando pra gente. Aí eu lembrei imediatamente daquela música "Paranóia" de Raul Seixas que diz assim:

"...Tinha tanto medo de sair da cama à noite pro banheiro
Medo de saber que não estava ali sozinho porque sempre...
Sempre... sempre...
Eu estava com Deus!
Eu estava com Deus!
Eu estava com Deus!
Eu tava sempre com Deus!

Minha mãe me disse há tempo atrás
Onde você for Deus vai atrás
Deus vê sempre tudo que cê faz
Mas eu não via Deus
Achava assombração, mas...
Mas eu tinha medo!
Eu tinha medo!

Vacilava sempre a ficar nu lá no chuveiro, com vergonha
Com vergonha de saber que tinha alguém ali comigo
Vendo fazer tudo que se faz dentro dum banheiro
Vendo fazer tudo que se faz dentro dum banheiro"

A lembrança desta música foi imediata, porque até hoje eu "tremo, corro e apanho pra esconder" algum papel no chão com medo de ter sido uma anotação que eu fiz e que não se possa ler... E como diz Raul: "eu gosto de escrever, mas eu tenho medo"! Essa coisa da paranóia de estar sendo visto é muito forte em mim, uma espécie de mania de perseguição vitalícia que já faz parte da minha rotina. Fiquei imaginando um cara com pinta de Deus lá dentro da lua me vendo até fazer xixi e pensei que minha filha não deveria ficar com uma imagem de Deus assim. Na tentativa de minimizar essa futura perseguição divina, falei pra ela que Deus tinha mais o que fazer, que ele não ficava o tempo todo olhando pra gente até porque existiam muitas pessoas na face da Terra pra ele fazer o "serviço de acompanhamento". Mas ela não abriu mão e assegurou que ele nem dorme. Mas é claro que eu não desisti: "mas Nina, até quando a gente está tomando banho pelada Deus fica olhando pra gente?" e ela, sem medo de errar completou: "mãe, Deus vê até na hora que a gente tá na Perine tomando sorvete".  Diante disso, cansei de contestar a certeza dela e só me restou pedir a Deus que abençoasse aquela maravilhosa calda de chocolate e todas as calorias ali contidas.

 

 


Escrito por Luciana às 22h28
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11/05/2009

Informação Desastrosa

"Minha mãe me ensinou uma coisa muito chata: a gente não pode voar! Mas que coisa muito, muito, muito chata! A gente não pode voar! Só passarinho tem asas..."

Nina criou este "hit" e dançou com um lençól nas costas como se fossem asas logo após a "óbvia" explicação. Educar é assim: às vezes, não tem poesia nenhuma. Vai que a menina se joga da janela?


Escrito por Luciana às 22h15
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08/05/2009

O tempo - Maria Rezende

www.mariadapoesia.blogspot.com

Tenho 29 anos
Um punhado de cabelos brancos
Dinheiro pra viver um ano
E quero ser mãe.

Quero ser mãe antes da riqueza
Antes da fartura
Quero ser mãe sem tinta no cabelo
Quero antes que seja tarde
Antes que eu seja velha
Antes que seja o fim.

Quero agora pra não mudar de idéia
Quero logo porque o medo ronda
Quero enquanto há inocência em mim.

A prata em meio aos fios me apressa, me assusta
Faz urgir o meu desejo:
Quero ser mãe de cabelos pretos


Escrito por Luciana às 10h52
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06/05/2009

Achei a foto desta galinha da Maggi que toda criança da minha geração teve. Ela colocava ovinhos. Meu coração pulou de alegria quando eu vi.


Escrito por Luciana às 13h33
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Pedidos ao homem do baú de lembranças

Nina hoje perguntou ao pai se ele lembrava de ter colhido caju do pé do cajueiro para que ela comesse na mesma hora lá no Hotel-Fazenda para onde viajamos no último Reveillon. O pai respondeu que sim, que estava lembrado de ter tirado muitos cajus do pé enquanto ela ia guardando alguns numa cestinha e comendo outros. Parece que ela achou aquilo o máximo e falou assim:

- Pai, sabia que na minha cabeça tem um homem que guarda uma caixa de lembranças? Aí de vez em quando ele tira da caixa uma lembrança e deixa na minha cabeça. Essa lembrança da gente tirando caju ele sempre tira da caixa! 

 

----

 

Ao moço da lembrança que mora na minha cabeça, peço com urgência e também que por caridade: não me deixe esquecer de algumas coisas que já passaram! Daqueles momentos mágicos que preenchem o nosso corpo, a alma e o coração inteiro de alegria... Ei, seu moço do tal baú! Não guarda essa parte não! Deixa-a sempre na minha cabeça! Teve aquele abraço bom, aquele cheiro de pitanga, teve também o último pôr-do-sol que eu vi lá no MAM na semana passada. Teve também aquele beijo profundo, apaixonado daquele amor tão forte. Deixa aqui na minha cabeça todos os banhos de cachoeira que eu tomei na vida, mas deixa também a sensação da água gelada me matando de alegria e frio! Seu moço, pelo amor de deus, não deixa eu esquecer da praia de Garapuá às quatro da tarde nem do dia que eu ouvi o coraçãozinho de Nina batendo no primeiro ultrassom. Se eu pudesse, moço do baú, eu lembraria todo dia daquele rappel na gruta do Lapão e daquelas noitadas de devaneios e abaíra com minhas queridas amigas que me aqueciam com suas palavras. Não deixa eu esquecer (nunquinha mesmo) daquela música que me faz lembrar, lembrar, lembrar cada instante que passou, cada perigo, cada audácia e todo o temor. Deixa eu lembrar a cara do meu pai de vez em quando, porque eu já esqueci! E o cheiro da camisola da minha mãe? Ainda tem um pouquinho aí nesse baú? Se eu sentir, vou ficar mais calma como um bebê, não vai precisar nem de lexotan! A vida anda tão difícil, seu moço do baú! Não dá pra encontrar as pessoas que a gente ama todos os dias! Então passa aí rapidinho o rosto dos meus irmãos, dos meus sobrinhos, meus amigos do coração, das minhas tiazinhas velhinhas que eu tanto amo...vai! Passa rapidinho pra eu pensar neles ao menos uma vez ao dia. Não me deixa esquecer, nem por um segundo, da vista da cachoeira da fumaça pra eu constatar todos os dias quanta vida pulsa dentro de mim. E tem também, aquele rosto quentinho dela que grudou no meu logo depois de sair da barriga. Uma emoção que ainda não tem nome e só quem já pariu sabe do que eu tô falando.

 

Eu sei que você já deve tá cansado, moço das memórias, de tantos pedidos. Eu sei que não dá pra tirar de dentro da caixa todos de uma vez! Mas só mais uma coisinha: quando um dia (dia daqueles do futuro) minha Nina estiver meio sozinha, deprê ou triste de doer, tira dessa caixa a lembrança desse meu amor, (que por ser de mãe, é às vezes meio confuso, saltitante, cansado) manda via fax, email ou por correio pra o homem do baú de lembranças que mora lá na cabeça dela (que até deve ser colega seu). Porque esse amor, seu moço, é o mais verdadeiro que eu tenho aqui dentro desse meu coração mole.

 


Escrito por Luciana às 13h27
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